PF abre novo inquérito contra Flávio Bolsonaro e caso chega às mãos de Alexandre de Moraes
Investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro e identifica movimentações de aproximadamente R$ 130 milhões em conta ligada ao advogado Willer Tomaz.
Redação Jornal Diplomata
Publicado em 19/10/2026 às 05:41 · Atualizado em 22/10/2026 às 09:18

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo inquérito para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, e o advogado Willer Tomaz. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado para relatar o caso.
A apuração teve origem em uma investigação relacionada a plataformas de apostas e sistemas de pagamentos digitais. Durante as diligências, os investigadores identificaram registros de encontros, viagens e documentos que, segundo a PF, indicariam proximidade entre o senador e o advogado.
Outro ponto que chamou a atenção dos investigadores foi uma possível ligação de Flávio Bolsonaro com uma conta vinculada à empresa Alcazar Holding. A natureza dessa relação e sua eventual conexão com as suspeitas investigadas deverão ser aprofundadas no decorrer do inquérito.
A Polícia Federal também identificou movimentações financeiras de aproximadamente R$ 130 milhões em uma conta associada a Willer Tomaz, entre março e maio de 2025. Os valores passaram a integrar a análise dos investigadores, que buscam esclarecer a origem e a destinação dos recursos.
Com a chegada do caso ao Supremo, este passa a ser o segundo inquérito envolvendo Flávio Bolsonaro em tramitação na Corte, conforme as informações divulgadas pelo UOL.
A investigação segue em andamento. Até a publicação das informações que deram origem a esta matéria, as defesas dos envolvidos não haviam se manifestado. As suspeitas ainda dependem da apuração dos fatos, e a abertura de um inquérito não representa comprovação de crime ou de responsabilidade dos investigados.
Fonte: informações originalmente divulgadas pelo UOL.



